Água-viva

Enviado Direto da Redação

No ano de 2017, no mês de janeiro, foram divulgadas notícias de que em um só fim de semana, mais de seis mil banhistas foram atacados por águas-vivas no litoral de Santa Catarina (SC). Alguns chegaram a ter reações alérgicas fortíssimas e sofreram choque anafilático devido a isso.


Segundo Marina Marinho Nunes, bióloga marinha, existem quatro espécies que têm seu habitat no litoral de Santa Catarina. A espécie que provoca as queimaduras mais graves é chamada de caravela portuguesa, embora não seja essa que temos visto nas praias ultimamente. As outras espécies provocam queimaduras mais leves e menos graves.


Mas o que é água-viva? A água-viva, também conhecida como medusa, é um animal marinho. Existe há mais de 650 milhões de anos e existem milhares de espécies diferentes. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Possuem tentáculos, que podem queimar a pele de uma pessoa que a toca. Algumas podem também injetar veneno na pele.


Seu corpo é de consistência gelatinosa, composto por cerca de 98% de água e variam bastante de tamanho, existindo algumas de menos de dois centímetros e outras com mais de dois metros de diâmetro, com tentáculos de até 40 metros de comprimento. A forma corporal é semelhante a um guarda-chuva. Uma água-viva adulta, também conhecida como medusa (por causa de medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo) vive cerca de três a seis meses.


Grande parte das águas-vivas tem os oceanos (água salgada) como habitat. Algumas espécies vivem também em ambientes de água doce, são carnívoras, ou seja, comem outros animais e as menores também se alimentam de algas e outros plânctons minúsculos, chamados zooplâncton, o que o fazem através de infiltração.


Uma água-viva pode matar um animal aquático pequeno, mas sua fisgada, normalmente, não é fatal aos humanos. Porém, toda regra tem suas exceções e algumas podem sim ser fatais até para humanos. A fisgada costuma provocar dor, irritações na pele, febre e cãibras nos músculos. O grau de dor e a reação a uma fisgada de água-viva pode depender da espécie.


Os tentáculos urticantes ajudam a manter os predadores longe e seu corpo transparente ajuda a passar despercebida. Alguns animais, como as tartarugas-cabeçudas, o peixe-lua e o peixe-enxada são os predadores da água-viva. Há peixes jovens que vivem sobre ou até mesmo dentro da água-viva e o fazem no intuito de se esconder nos tentáculos evitando serem comidos por predadores até ficarem adultos.


Na China e no Japão, algumas pessoas também comem água-viva. Segundo os pesquisadores, usar urina, suco de limão, água do mar, gelo ou até mesmo espuma para barbear são alguns dos remédios populares ditos para serem usados nas queimaduras, o que na verdade não ocorre, podendo ainda piorar a situação do lesado.


Os bombeiros, geralmente, alertam sobre a presença destes animais e do perigo que oferecem. Portanto, para evitar acidentes, devemos atender ao alerta desses profissionais e entender que para nossa própria segurança, o melhor é não entrar na água, evitando, assim, acidentes que possam se tornar graves. “VOCÊ HÁ DE ME PERGUNTAR POR QUE TOMO CONTA DO MUNDO. É QUE NASCI INCUMBIDA”. (in: Água Viva) – CLARICE LISPECTOR – Preserve o meio ambiente -

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