Brasileiro vai de skate para a Copa do Mundo na Rússia

Viagem começou em 2009

Enviado Direto da Redação
>> O skatista aventureiro Marcelo Gervasio da Silva começou sua viagem de volta ao mundo em 2009

>> O skatista aventureiro Marcelo Gervasio da Silva começou sua viagem de volta ao mundo em 2009

Foto: Divulgação

Por Rennan Rebello


Após a morte do pai em 2004, o cineasta Hélio Silva, o fabricante de pranchas de surfe Marcelo Gervasio Silva, de 56 anos, entrou em um período depressivo e em 2009, teve a ideia de viver conhecendo o mundo através do skate como forma de superar a perda. Durante entrevista ao O SÃO GONÇALO, Marcelo estava no Nepal, e no país asiático, contou sobre seu planejamento para 2018. Inclusive, sobre sua ida à Copa do Mundo sobre a ‘prancha de quatro rodas’.


“Eu já tinha prometido ao meu pai que faria uma viagem ao mundo de bicicleta e estava montando uma, mas a chave de fenda atravessou a minha mão e causou paralisia em um dos dedos. Deixei o projeto um pouco de lado e passei a andar de skate. Um dia, fui de Copacabana à São Cristóvão para comprar peças e um amigo ficou surpreso ao meu ver e disse que um dia iria acabar fazendo uma volta ao mundo com skate. Fiquei com isso na cabeça e daí surgiu a ideia. Parti com meu dinheiro e ajuda de amigos”, contou o aventureiro.


Antes de chegar ao país sede do Mundial, Marcelo ainda tem um longo caminho a percorrer com seu skate adaptado, onde carrega itens pessoais e de higiene.


“No dia 28 de fevereiro, estarei em Nova Deli, na Índia, e em primeiro de março, no Cazaquistão, para chegar à Rússia em maio. Partirei depois da Copa, em julho”, explicou o aventureiro.


Em suas estadias pelos continentes, o ‘brazuca’, além de cruzar fronteiras de skate, coleciona histórias, vivencia os costumes locais, sempre levando a bandeira brasileira e compartilhando em seu perfil no Facebook fotos e vídeos de sua jornada, como a transmissão ao vivo que fez durante a visita à um orfanato em Katmandu, capital nepalesa.


Além de alguns patrocinadores, Marcelo tem apoio da Embaixada Brasileira.


“A embaixada me orienta sobre questões de fronteiras e me ajuda com vistos para que eu possa seguir minha viagem pelo mundo”, finalizou o skatista.

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