A realização de um sonho

Gonçalense conhece centroavante Henrique Dourado em jogo do Tricolor no estádio Maracanã

Enviado Direto da Redação
Artilheiro do Fluminense brincou com seu fã Cidinho durante o encontro no maior palco do futebol

Artilheiro do Fluminense brincou com seu fã Cidinho durante o encontro no maior palco do futebol

Foto: Leonardo Ferraz

Por Thuany Dossares


O lema "não é só futebol" viralizou na internet e caiu na boca do povo. Casos de solidariedade e carinho envolvendo o esporte estão sendo cada vez mais recorrentes e demonstram que o futebol realmente vai muito além da bola rolando dentro das quatro linhas.


Com a missão de realizar o sonho do fanático tricolor, Alcides Rangel de Figueiredo Filho, carinhosamente chamado de Cidinho, de 57 anos - que nasceu com complicações que o deixaram com dificuldades na fala e no andar - a equipe do programa De Salto Alto e Chuteira e do jornal O São Gonçalo foi até o estádio do Maracanã, na última segunda-feira. Além apresentar Cidinho a um dos templos do futebol, a equipe também promoveu o encontro dele com seu grande ídolo, o atacante e artilheiro do Flu, Henrique Dourado.


Cidinho vive com o irmão, o também tricolor, Alcenir Faria de Figueiredo, 62, que sempre ajudou os pais na criação e nos cuidados do caçula de sete irmãos, mas desde que a mãe faleceu, há dez anos, ele se dedica totalmente à tomar conta de Cidinho. "Eu brinco que é ele quem cuida de mim", disse.


Mesmo com a fala debilitada, Cidinho tem os outros sentidos o tanto quanto apurados. Fascinado pelo clube de coração desde criança, ele sempre acompanhou os jogos pela televisão. Vendo Dourado já ter marcado 31 gols na temporada e 18 no Brasileirão, foi inevitável não ter eleito o “Ceifador” como o seu grande ídolo. A todo tempo Cidinho faz o gesto da "ceifada", com a mão cortando o pescoço, assim como Dourado.


"Ele sempre foi doido pelo Flu. Vê todos os jogos, acompanha, comemora, fica chateado quando perde. Eu tive até que contratar TV a cabo para a nossa casa, porque antes ele só conseguia ver os jogos da TV aberta e fica pau da vida quando as pessoas falavam que assistiam o jogo e ele não tinha visto", contou Alcenir.


O brilho nos olhos e o sorriso foi inevitável desde a chegada ao Maracanã. Era possível perceber um olhar curioso e admirado, observando tudo o que acontecia ao redor. Dentro do estádio a emoção continuou. A cada canto da torcida, Cidinho levantava os braços comemorando e fazia o gesto do ceifador. A explosão de sentimento veio no segundo tempo, com o gol de Dourado, consagrando a vitória do tricolor por 2 a 0 em cima da Ponte Preta.


Ao final do jogo, foi o encontro entre ídolo e fã. A agitação foi inevitável ao ver Dourado se aproximando e o abraço apertado marcou a visita. A emoção também tomou conta do Ceifador, que chegou a registrar o encontro em seu perfil no Instagram, dizendo que era muito bom receber esse carinho.


O irmão de Cidinho, Alcenir, agradeceu o encontro. "Sempre tive o sonho de trazê-lo para assistir um jogo, mas ele é debilitado e devido as limitações eu não tinha como. Então hoje trazê-lo aqui é uma emoção muito grande para mim também. Ele podendo conhecer o seu ídolo então... Eu não tenho nem palavras para agradecer", finalizou.


Com uma alegria impagável, Cidinho voltou para casa usando o boné do Fluminense que ganhou autografado pelo Henrique Dourado.

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