Rainha de bateria da Viradouro em 1997 alçou vôo mais alto

Enviado direto da Redação

Por Sérgio Soares, Ari Lopes, Rennan Rebello e Laryssa Moura


Havia uma reluzente ‘estrela’ a brilhar na Viradouro no apoteótico desfile de 1997. Seu nome? Patrícia Costa, a rainha de bateria que ostentou a coroa durante seis Carnavais e conseguiu chegar ao lugar mais alto em uma ‘constelação’ que inclui algumas ‘famosas’, como Luma de Oliveira, Juliana Paes e Raíssa Machado. Apesar de sentir saudades do gingado, ela, aos 46 anos, caminha com desenvoltura na carreira de atriz, a sua grande paixão.


“Ser rainha de bateria me projetou porque conheciam a sambista. E aí puderam saber que sou atriz”, declarou ela, que vive hoje com o marido, o músico canadense Joe Parker, de 44 anos, em Vila Isabel, no Rio.


O teatro acabou abrindo ‘as portas’ de Patrícia na Viradouro, no início da década de 90. Carioca da Candelária e neta de um dos fundadores da Portela, Cláudio Bernardo da Costa, ela começou na escola de Madureira como passista, em 1984.


Início - O mestre Marçal, então ‘comandante’ da bateria da escola do Barreto, foi convidado por ela para um trabalho na escola de artes cênicas. Ela e um grupo de colegas visitaram a quadra, no Barreto. E ali tudo começou. “Caí no samba e o presidente José Carlos Monassa me fez o convite. Não pude recusar”, relembrou.


O ‘reinado’, teve o título de 1997 como ponto alto. Do momento do desfile, ela se recorda quando a bateria fez a primeira ‘paradinha’ de funk. “!Ali começávamos a ganhar o título”, declarou. Patrícia ficou na escola até 2005 e decidiu se afastar com a morte de Monassa. Sua última participação na Sapucaí foi em 2011, pela Viradouro. Como atriz, Patrícia coleciona participações em musicais e na novela da TV Globo “Totalmente Demais”, onde viveu a personagem Cleide. Atualmente, ela prepara o espetáculo ‘Faceira’, um monólogo que deverá estrear em março.

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